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“… na escuridão, levantou seu candelabro. Os pequenos flocos de poeira flutuavam, alguns sendo capturados pelas enormes teias que ali se encontravam, abandonadas até pelas próprias aranhas – o retrato de um local há muito não visitado. O que não suspeitava é que, à sua espreita, havia um…”

Post novo no blog!!!!!111one

Como alguns de vocês já sabem, acabamos de lançar o nosso último newsgame/jogo de crítica/sátira lúdica/etc., o arrEcad!, que pode ser jogado até por quem nem tem FEICE! Como todo jogo de crítica que se preze, tem muito mais coisa do que é mostrado explicitamente e, como nós não somos tão artistas assim, tem que ter um post CliffsNotes a respeito. Obviamente, aproveitando pra incluir um pouco de postmortem de desenvolvimento, apesar de que o ciclo de vida do jogo ainda não está bem finalizado (já que a qualquer momento o ECAD pode fazer caca e voltar a ser polêmica 😀 )

A motivação

Quem não estava por aí debaixo de uma pedra, viu que as internetes se revoltaram pela recente cobrança indevida do ECAD em cima de blogs que embedavam vídeos do YouTube. Pra qualquer pessoa que já tenha tido envolvimento direto com produção cultural nesta terra nostra, o ECAD já é figurinha carimbada com rage faces há muito tempo mas, dessa vez, eles pegaram numa ferida que já era meio dolorida: vídeos do YouTube. Muita gente já sabia que o Google tinha um acordo com o ECAD sobre os vídeos de lá e, quando eles resolveram criar dinheiro do ar cobrando duas vezes (do Google, que hospedava, e do dono do blog, que publicava), a ação caiu na boca da Internet. E a Internet nunca perdoa.

You don't mess with the Zohan!

You don't mess with the Zohan!... or the Internet!

E aí todo mundo passou a saber quem era o ECAD e que ele era mau. Obviamente, com o poder de todo seu legalese, a organização dobrou o espaço-tempo invocando o art. 5º inciso II da Lei de Direitos Autorais 9.610/98 para justificar as cobranças. Até que o Google desdobrou, o que obviamente acabou com a palhaçada, pelo menos temporariamente. O que não impediu a gente de fazer uma sátira a respeito!

Eu, por já ter organizado eventos musicais, e o Tinnus, por ser ator de teatro, já nos deparamos com essa besta (entendam como quiserem) várias vezes – então agora era o momento perfeito pra dizer algo a respeito.

O gameplay

Como gameplay é o forte dos jogos como mídia, sempre tentamos amarrar o gameplay ao máximo na crítica. Por isso………. pensamos num reskin de um projeto em pausa. Você não achou que a frase fosse terminar assim, né?

Temos um projeto, atualmente na geladeira, que fizemos para o contest da Unity Flash. Não saiu nada no contest, mas temos um projeto legal pra trabalhar em cima em paralelo ao Sum… ahem, nosso atual projeto (sem spoilers! post a respeito em breve!). Como a polêmica já estava dando notícias que ia sair da cabeça do povo, precisávamos de um ciclo muito rápido de desenvolvimento. E o melhor jeito de ter isso era basicamente modificando esse projeto já existente.

“Espera… então vocês ignoraram completamente essa coisa de amarrar a crítica no gameplay?”

Na verdade não! Pensa só: o ECAD é um grande porrete que, protegido por lei, pode cobrar de qualquer um, seja um show independente ou até noivos em seu casamento. Ok, isso é um exagero, POR LEI, eles não podem. Mas sempre ajuda ter gente do governo apoiando, certo? 😉

E claro, só mostramos a primeira parte, que era bater nos “little guys” como um impávido colosso de clava forte, jorrando dinheiro e juntando num local obscuro porque… bom, porque a gente não sabe se acredita muito no que eles dizem que fazem com o dinheiro que arrecadam.

Mas temos alguns palpites.

Mas temos alguns palpites.

A música

Depois de muito exercitar o músculo criativo nesses últimos anos, a idéia inteira pro jogo veio como um flash, uma grande descarga de resposta à pergunta: “como fazer o reskin de um jogo completamente alheio de um jeito que ele vire uma boa crítica?”. O processo inteiro demorou basicamente um passeio de metrô.

A música, obviamente, tinha que ser uma parte importante disso. Lembrei do Pachelbel Rant, que é um sketch de humor muito engraçado que mostra que a harmonia mais kibada de todos os tempos é a da Canon in D, do Pachelbel. Ela está presente da música clássica ao punk, do country ao pop. E aí bateu a idéia: e se cada personagem tivesse agregado com um arranjo em cima dessa mesma harmonia, e eles fossem dando fade in e out quando aparecessem/sumissem?

O que é legal aqui é que, por dar uma porrECADa nas manifestações culturais, você interrompe uma parte da música; se você (o ECAD) for bem sucedido, a manifestação da música nunca vai conseguir ser completa. Como no Corrida Presidencial, a pergunta é: será que é bom você ganhar pelas regras do jogo e interromper o processo da música “emergir” dali, ou perder – que é um resultado ruim pra você, mas melhor para o todo? A decisão é sempre sua.

 

Artsy, huh?

Artsy, huh?

 

Content

Como todo reskin, a maior parte da problemática era o conteúdo. Felizmente, nós há algum tempo temos o PowerDummy(TM). PowerDummy(TM) é um bonequinho mal feito, com poucos polígonos, um UVMap distorcido, riggado de maneira marromenos… MAS:  ele está pronto pra qualquer trabalho. Justamente por ser simples e, principalmente, já estar pronto, ele facilitou bastante o ciclo de desenvolvimento. Por isso, a dica daqui é: sempre tenham um bonequinho facilmente alterável à mão (e garantam que ele só vai ser visto de longe)!

 

Gêmeos!

Plataforma

Precisávamos de algo que fosse divulgado facilmente e, como já estávamos de olho no Facebook, pareceu a oportunidade perfeita pra testar a API. Além disso, o Heroku começou a hostear apps di gratis (com caveats, claro, como limite de um dyno web nas contas free). E como já estávamos com alguma experiência no desespero, ahem, na feature de export pra Flash da Unity, resolvemos testar a penetração e o custo/benefício contra o Web Player.

O processo de desenvolvimento com Flash tem vários probleminhas, obviamente, por ser beta – por exemplo, você não deveria serializar booleans, a não ser que ache pontos de exclamação atraentes – mas, felizmente, já tínhamos visto de quase tudo fazendo o projeto do contest, então não deu tanto trabalho assim, já que sabíamos o que evitar, e que o codebase era bem parecido.

A pergunta é: foi melhor ter publicado em Flash? Não sabemos, mas não foi tão bom quanto gostaríamos. Primeiro porque o .SWF tem um overhead considerável de tamanho (e isso faz as pessoas esperarem mais pra jogar). Segundo porque, obviamente, a performance é muito melhor no plugin da Unity. Isso tudo agregado a possíveis problemas de versão do Flash Player na máquina do jogador e… bom, o final da história é que acabamos colocando depois uma versão Web Player no ar também. Unity Flash é promissor, mas ainda não é bem uma plataforma estável o suficiente para publicação.

E quem diabos era aquela senhora?

Pra quem chegou a ~17k pontos, provavelmente notou a visita inusitada de uma nobre senhora, acompanhada de um familiar “TOASTY!” (sim, meu mundo também caiu quando era moleque e descobri que o Dan Forden dizia “Toasty!” e “Frosty!” e não “whoopie!”). Quem é ela?

 

Toasty!

Uma personagem meio obscura, quase um easter egg, que só aparece de tempos em tempos, que você nem sabe se tem relação direta com a coisa toda ou não (ou que pelo menos, se ela for perguntada, com certeza vai negar!). Como o diabo está nos detalhes, tirem a ferrugem dos seus conhecimentos de história e de geografia, e deixem o L que falta por nossa conta.

Conclusões

Como mencionado ali em cima, o ciclo de vida do projeto ainda não está bem fechado ainda, então parte das conclusões deve vir num post post post post posterior. No entanto, como entidade crítica (que era o intuito maior), acho que foi um sucesso. Dissemos o que queríamos dizer, de maneira até bem sutil em alguns aspectos – afinal, a boa arte está nas entrelinhas – e, no fim das contas, saiu mais divertido que o Corrida Presidencial (o que não era muito difícil)!

E sobre a frequência de posts no blog, ainda não sabemos como vai ser mas, por enquanto, fiquem de olho no FEICE, honrem-nos com vossos likes e RTs, comentem  por aí.

Em Suma, Checkem em breve! Over and out!

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