deV( )id Games | because we're tired of no return;

TAG | Corrida Presidencial

Não, não morremos, nem desistimos dessa coisa engraçada de fazer joguinhos. Estamos sumidos justamente pelo contrário!

Quem não quiser saber nada sobre UX, blind tests, a importância de tutoriais e de saber pesar protótipos, mas quer saber sobre por onde nós andamos e novidades sobre o GameCraft, é só pular tudo isso aqui e ir pro final do post! Mas eu realmente recomendo não ignorar esses pontos, porque é justamente ignorá-los que nos leva a esse post. Se você quiser ver só a parte especificamente sobre isso e ignorar os resultados da pesquisa sobre o Corrida Presidencial, é só pular para o item “Moral da história”. Se você quiser garantir a segurança do Cristal Azulado e enfrentar o hobgoblin, pule para a página 119.

 

Ahem.

Corrida Presidencial de novo?

Mais ou menos, é! Sabendo que o SBGames 2011 adiou a data para envio de jogos indie, e eu já tendo um tempo livre (porque agora sou BACHAREL amigues, w00t!), resolvi dar uma ajeitada no CP e mandá-lo como Art-Game pro festival. Pulando a discussão sobre o “estilo art-game”, acho que ele se classificaria melhor como isso do que como um jogo “normal”. Por que? Porque ele é um péssimo jogo, mas talvez seja uma boa crítica, como já visto no meu post original a respeito dele.

Mas por que voltar no assunto se já foi provado que o gameplay é falho? Porque eu aprendi um bocado com isso, e porque eu tenho dados pra citar!

Pesquisas de opinião

Como desde o início eu já desconfiava do fail do gameplay, queria saber se as pessoas aturariam o jogo pela mensagem. E pra isso, fiz um pequeno poll, disponibilizado na própria página do jogo. Não que eu tenha tido centenas de respostas, mas pelo menos, dá pra se ter uma idéia de algumas coisas.

A pesquisa tinha poucas perguntas, era direta, não identificada e nenhuma resposta era obrigatória. Na minha experiência, se você quer user input, o usuário está te fazendo um favor, então faça o possível para não encher o saco dele e garantir que ele não vá bater o olho e decidir que a ajuda que você está pedindo não é mais importante que a preguiça que ele sente ao olhar pro seu questionário.

Vamos aos dados:

1- Você achou o jogo divertido?


  • 28% Sim, bastante! Joguei mais de uma vez e jogaria de novo!
  • 36% Sim, mas não jogaria de novo. As vezes que eu joguei já foram o suficiente.
  • 20% Joguei algumas vezes, mas não achei nada demais.
  • 8% Experimentei o gameplay mas não tive vontade de jogar mais de uma vez.
  • 4% Não gostei nem um pouco.

Primeira coisa que me impressionou: mais de 50% das respostas foram positivas, e menos de 15% negativas. Como as pessoas não precisavam se identificar, isso diminuía bastante a chance de alguém dar um pity score positivo.

2- Você recomendaria o jogo para outras pessoas?

  • 16% Sim! Já inclusive usei o botão de compartilhar via twitter/facebook!
  • 40% Achei a idéia legal, se lembrar de alguém que talvez goste vou falar a respeito.
  • 32% Acho que vale pela crítica, mas não pelo jogo em si.
  • 8% Não achei bom o suficiente pra isso.

O que é interessante desse gráfico: muita gente pegou a noção de que a crítica era mais importante que o jogo em si. Em retrocesso, dá pra ver que as respostas possíveis acabam sendo meio ambíguas em relação à pergunta, mas por um lado isso é bom: se o cara deixou de marcar a última opção pra marcar a que dizia que o jogo valia a pena pela crítica e não pelo jogo em si, você vê que é possível passar a mensagem mesmo o jogador não achando a coisa mais legal do mundo jogar. E isso é um WIN, dado o intuito.

3- Quais os fatores que mais lhe agradaram?


  • 81% A temática. Me identifiquei com a crítica e quis ver até onde ela ia.
  • 81% O humor. Gostei da abordagem dada ao jogo e aos personagens.
  • 19% O gameplay em si, achei ele interessante/desafiador.
  • 33% Os achievements. Me incentivaram a jogar mais de uma vez.
  • 29% A opção de trocar pontos por perfis e vidas extras
  • 14% A música
  • 14% Os gráficos

Gostaria de agradecer profundamente a todas as 3 pessoas que gostaram dos gráficos e das músicas, eu juro que me esforcei! Ok, pra ser 100% sincero, poderia ter me esforçado mais nas músicas, elas irritam até a mim depois da milésima vez tocando e, acreditem, quem fez os playtests (eu) foi quem mais sofreu com a falta de temas diferentes nela.

Mas mais uma vez vemos que o fator principal, que era a crítica, foi passado.  E as opções 4 e 5 me provaram que, de fato, meta-jogo pode complementar o gameplay. Teve gente inclusive que tentou pegar todos os achievements, mesmo um deles sendo  praticamente impossível (foi sem querer!), chegando a comprar 81 (!!!) vidas. Whoa!

4- O que fez o jogo ser pior pra você?


  • 22% Os gráficos
  • 22% A música
  • 48% O próprio gameplay
  • 4% O humor
  • 52% Dificuldade em “pegar o jeito”
  • 30% Os menus
  • 9% Bugs
  • 9% Outros

Aqui um dado interessante: só uma pessoa falou mal do humor, coincidentemente sendo a mesma pessoa que não gostou nem um pouco. Não sei se é mau-humor, alguém dando todas as respostas negativas de propósito, uma relação de causa e efeito… ou se era um candidato à presidência!

De qualquer maneira, respostas esperadas aqui também: o maior problema do jogo era o próprio gameplay. Mais sobre isso daqui a pouco.

6- Outros: justificativa

Quem marcou “outros” na resposta anterior poderia especificar por extenso. Alguns inputs importantes: os menus eram odiosos. Uma hora era mouse, outra hora teclado… isso incomodava. Não tinha motivo real para ser uma mistura semi-aleatória dos dois. Diria até que o motivo principal é ser um saco trabalhar com botões no Flixel e eu só ter percebido isso mais pro final da criação do jogo! Algum tarado (Deus o abençoe) de fato tentou alcançar todos os achievements, inclusive o que você tinha que alcançar 490 milhões de votos, e notou que era impossível porque você perdia pontos demais quando batia após um determinado score.

7- O que você mais gostaria que fosse adicionado ao jogo?


  • 8% Poder twittar meus achievements e pontuações
  • 20% Gráficos melhores
  • 36% Maior variedade de perguntas
  • 20% Uma versão mobile!

Mais gente do que eu esperava quis uma versão mobile! E apesar de algumas pessoas terem jogado de novo pelos achievements, nem tantas ligariam para poder twittá-los. Dá pra ver que a maioria das pessoas passou um tempo considerável com o jogo porque optaram por maior variedade de perguntas (ou isso ou tem algo de errado com meu rand()!)

No fim as pessoas tinham espaço para fazer quaisquer comentários. Um comentou algo no-brainer, mas que por passar tanto tempo olhando pro jogo nunca me ocorreu: “Na lojinha, deveria listar o nome de cada grupo abaixo da imagem, sem precisar clicar” – verdade! O outro deu uma idéia legal, que aumentaria a cara de crítica do jogo: “Se as perguntas forem relacionadas de discursos da mídia, seria legal colocar as fontes, como revistas e jornais nos quais o candidato se mostrou pro ou contra detemrinado assunto!“. E o último era do Tinnus, dizendo “Oi, eu sou o Tinnus. Leve isso em conta“. Eu levei amigue, obrigado!

Moral da história: por que valeu a pena fazer o Corrida Presidencial

Ponto importante 1: eu pus em prática, pela primeira vez, aquela coisa de abandonar um protótipo porque o gameplay dele simplesmente não dá certo. Eu senti isso e o público me respondeu do jeito que eu esperava, ou seja, é um bom sanity check do seu faro pra gamedesign.

Ponto importante 2: o quão importante é ver pessoas jogando o seu jogo. Como eu morei no meu quarto durante todo o desenvolvimento do CP e nunca vi ninguém jogando, não via o quão excruciante era, pra um jogador desavisado, pegar o jogo sem uma ajuda. E eu, pra evitar isso fiz o que? Coloquei um botão “Instruções” antes do “Novo Jogo” e escrevi por extenso “leia as instruções primeiro!”. E será que adiantou?

Pfshshhh hahahahaha!

Pfshshhh hahahahaha!

Obviamente que não. A enorme maioria das pessoas que vão cair de pára-quedas num jogo não vão se dar ao trabalho de ler instruções. Uma faceta importantíssima desse erro é a seguinte: se é pra ser um jogo de crítica, e você quer que a crítica atinja o máximo possível de pessoas, ele tem que ser fácil pra qualquer um jogar. E isso, com certeza ele não era, especialmente sem ler as instruções.

E mesmo que elas lessem, as instruções eram uma porcaria.

Ponto importante 3: a importância de boas instruções. Só no dia que eu VI alguém jogando o jogo e se perdendo completamente em como fazer as coisas que eu entendi o quanto ele estava lacking. E foi por isso que eu só re-enviei pro SBGames com algumas alterações: agora, no início do jogo, independente de quantas vezes você já jogou, sempre aparece um box dizendo as teclas e o que elas fazem. E, quando é pra responder uma pergunta, tem um “RESPONDA!” piscando na tela. Isso foi posto de um jeito que (teoricamente) não incomoda o cara que já sabe jogar, mas ajuda o cara que não leu as instruções.

E sobre as instruções serem uma porcaria? Bom, dessa vez eu fiz um tutorial decente, onde as pessoas são guiadas a pegar o timing da resposta. Assim, eu acho, o processo vai ficar menos frustrante. No mais, alterei os menus para serem só pelo teclado, adicionei mais perguntas e consertei o bug dos achievements (que agora são twittáveis), graças às sugestões dadas.

Tinha um artigo EXCELENTE sobre a importância de tutoriais em jogos, que apareceu no @devoidgames há um bom tempo atrás, mas eu simplesmente… perdi. Então aqui tem uma análise bem interessante sobre a importância deles em social games, no Gamasutra!

Mas e o gameplay?

A moral original ainda vale: You can’t polish a turd! O gameplay está exatamente do mesmo jeito por um simples motivo: ele não tem conserto! Então é melhor me contentar com a crítica estar (aparentemente) funcionando, e focar meus esforços em outros projetos.

Não funciona.

Não funciona.

Ufa!

Finalmentes: por onde andamos (Pt. N)

Primeiramente, ontopic: você pode conferir a nova versão do Corrida Presidencial AQUI!

Sobre o GameCraft: aparentemente foi um sucesso! Deu muito trabalho, mas as pessoas gostaram, which is awesome. E tem muita gente perguntando se vai ter outro ano que vem, which is double the awesome!

E aparentemente, o Brasil Game Show convidou (ou pelo menos sondou) alguns dos palestrantes que a gente chamou pra conferência deles, o que indica que eu selecionei bem quem chamar!

Uma das coisas que andamos fazendo: editando os vídeos do evento! Em breve vamos disponibilizar tudo no ar, gratuitamente, para quem estiver interessado. Isso não deve demorar muito, já que o site já está pronto, falta só meu computador colaborar e parar de me dar BSODs no meio de renders que duram 5 horas ¬¬

Stay tuned to @devoidgames e @gamecraftrio!

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Ressuscitando um trocadilho infame, esse post é pra explicar o que diabos é o Corrida Presidencial. Se você ainda não jogou, clique no link anterior e vá jogar! É melhor ler a respeito só depois de ter visto!

Quando entrei de férias do último período – infelizmente, último as in “o anterior“, e não o “derradeiro“; ao contrário da calúnia que o Tinnus contou no último post, eu infelizmente só me formo no meio do ano, apesar de já começar o mestrado junto com ele esse semestre, sendo a minha futura tese motivo de vários posts que vão vir,  se tudo der certo – resolvi que devia aproveitar o tempo pra aprender o máximo possível sobre plataformas que nunca tinha programado. As minhas metas: Unity3d (que, apesar do Brasil Game Jam, não tive tanto contato direto com ela), Android e Flash.

Como toda boa promessa de ano novo, as coisas não foram bem como eu planejava. Mas nesse caso, não foi só por desleixo, mas sim porque estava enrolado tentando arrumar um financiamento pra deV( )id tomar mais formas… formais (que em breve talvez vire post aqui também). Além disso, teve o projeto final, que terminamos em tempo record e assim que defendermos devemos liberar o texto por aqui. Adicione aí o GameRama e… bom, as famigeradas promoções de fim de ano do Steam (engoli Lara Croft & The Guardian of Light e Mafia II e recomendo fortemente os dois!).

Enfim, um belo dia, resolvi parar de procastinar. Baixei o Flixel e o FlashDevelop, segui as primeiras instruções do FlashGameDojo e BAM, estava tudo pronto pra começar. E eu já tinha uma idéia do que fazer.

As eleições

Um belo dia de 2010, em plenas eleições presidenciais, estava no laboratório conversando com o Tinnus, o prof. Adriano (nosso orientador) e os amigues do time do Brasil Game Jam.  O meu comentário recorrente durante todas as eleições foi que, apesar de isso ser normal em qualquer eleição desde sempre, as mudanças radicais de opinião dos candidatos ia além dos limites de qualquer tipo de vergonha na cara. Independentemente das preferências políticas de cada um, acho que isso deveria ter sido bem notado e, pra minha surpresa, não foi tanto. “Política é assim!” – mas não deveria, na minha opinião.

Os candidatos “favoritos” advogaram contra e a favor de tudo. O problema é que faziam isso ao mesmo tempo, nos mesmos assuntos, dependendo de a quem estivessem falando. São números, é marketing e, infelizmente, o público alvo deles é uma nação inteira com toda a sua variedade, e não um nicho específico com quem se pode exacerbar um ponto de vista. E aí, quando os números mudam, talvez a postura tenha que mudar também.

Uma mudança de postura, pra mim, não é nada mais que natural, afinal de contas, é um meio para um fim; ninguém é eleito sem agradar ninguém e política nunca foi sobre o melhor para todos – se fosse o melhor para todos, sem exceção, não precisaria de política. O que me incomodou era que a mudança de postura era mais profunda, era uma mudança (aparente) de opinião. E mesmo não sendo a mãe do Paulinho, isso me deixou bem impressionado, porque nunca tinha sido tão cara de pau.

O Jogo

Como muita gente sabe, eu sou fan de Canabalt. O Adam Atomic causou uma pequena revolução em jogos de flash porque, depois dele, a quantidade de one button games que apareceu (e alguns deles eram realmente excelentes!) foi impressionante, a coisa ganhou

15 minutos depois...

15 minutos depois...

ahem – mais atenção.  E mais genial ainda foi o pequeno twist numa versão alternativa do jogo, que te ensinava a digitar sem olhar, porque se você não apertasse a tecla certa na hora certa… morte certa! Durante a tal discussão acima, eu me lembrei disso e disse

Seria legal fazer um jogo tipo Canabalt, mas em vez de ser um cara num prédio, ele é um candidato à presidência. Aí aparece uma pergunta e,  dependendo de quem aparecer, ele tem que responder de um jeito ou de outro, senão cai no buraco!” risos risos.

Mas pera aí. Realmente. Era isso. Era assim que eu me sentia em relação às eleições! Eu deveria fazer esse jogo! E eu fiz.

No Corrida Presidencial, você é um candidato à presidência de um país fictício. Você corre numa pista e tem que pular obstáculos mas, para pular, você precisa responder corretamente a sua opinião sobre uma questão. “Espera aí, responder corretamente minha opinião? Se é minha opinião não tem o que errar ou acertar!” – não se você é um candidato a presidência! Sua resposta só é certa se te render mais votos, logo, você tem que responder de acordo com os eleitores que estão te vendo naquela hora.

O timing

Nossa, muito legal, mas por que você não lançou isso na época das eleições, pra ser mais contextualizado?

Por três motivos

  1. Eu tinha coisa pra caceta pra fazer. Avaliação e Desempenho é uma das matérias mais cabeludas do universo, e o tempo que sobrava pra qualquer coisa era bem pequeno;
  2. Eu acho meio [insira palavra negativa aqui] se aproveitar de uma situação polêmica qualquer pra fazer um jogo meia boca pra cair na boca do povo. É tipo roubar cuecas, você caiu na boca do povo, parabéns… e agora? Houve casos de gente que foi contratada pra fazer jogos com foco em política pelos candidatos e, obviamente, esses não caem nem de perto nessa classificação – era gente sendo paga por um serviço, e viver de gamedev no Brasil não é nada fácil, então pelo contrário, fico feliz que tenham conseguido essa oportunidade. Inclusive, tem jogos “oportunistas” desses que até dão resultado, mas normalmente, são só tosqueiras.
  3. Brasileiro tem a memória curta. Eu lembro disso tudo porque me marcou de maneira negativa, e porque germinou essa idéia na minha cabeça. Se não tivesse sido por isso, provavelmente teria esquecido como a maioria das pessoas esqueceu. E talvez lançar isso agora ajude não só a lembrar, mas também que pessoas considerem com mais calma e de cabeça fria o que não consideraram nas eleições que (isso provavelmente todo mundo lembra) viraram briga de torcida de futebol. My daddy beats your daddy!

O 1 foi o causador, o 2 o justificador e o 3 foi uma das coisas que eu percebi com o processo.

Mas o seu jogo também é meia boca!

Aí é que entra uma das outras descobertas associadas. Sim, ele pode ser. Mas eu precisava fazer o jogo. Tem uma expressão que muita gente usa, especialmente em relação a música/arte em geral que é “i just had to get it out of my system“. Às vezes você tem uma idéia e a ânsia de simplesmente fazer aquilo é justificativa o suficiente pra fazer. E é aí que eu percebi que jogos podem sim, ser arte. Arte é isso, é algo que você precisa fazer, você precisa ver pronto, algo que te incomoda de ter na cabeça e não materializar. Por outro lado, isso não quer dizer nem um pouco que eu concorde com baboseiras artsy fartsy que rolam por aí: jogos têm que ser divertidos, ponto. Se não é divertido, ou é um jogo ruim, ou não é um jogo. Mas não tem problema nenhum em não ser um jogo! Só não fique falando que o futuro da maturidade do meio deve ser um tipo esquisito de interactive fiction, exclusivamente. You dick!

Ao mesmo tempo, cada vez mais eu vejo que não tem problema ser um jogo ruim, se for pra passar uma determinada experiência, e aquilo seja o que o público sendo atingido gosta. Por isso, não anuncie outra coisa. Seja honesto com o seu público. Se o seu jogo é não tão legal, mas tem uma boa idéia por trás, faça como eu: fale! Entao aí está: o Corrida Presidencial não é tão legal, mas ele passa uma mensagem que eu gostaria de passar. Nas eleições passadas, muita gente escreveu em blogs, muita gente xingou muito no twitter… e eu? Eu fiz um jogo. E de quebra aprendi a mexer numa plataforma completamente nova pra mim. Tem desvantagens? Acho que não.

Não seja tão duro consigo mesmo, amigue!

Não seja tão duro consigo mesmo, amigue! Você tem seus talentos!

Decisões

Apesar de tudo, queria que o jogo não fizesse apologia a favor ou contra nenhum candidato. Por isso, ele se passa num país completamente desconhecido, cujas cores da bandeira não são definidas, os monumentos são fictícios e onde os cadidatos que você pode escolher são completamente imaginários: João Guerra e Vilma Nassif. Qualquer semelhança é puramente coincidência.

Tem um candidato no jogo, no entanto, que tem muitas referências literais; e eu não vou dizer quem é, senão dá spoiler. Mas se você destravar ele, ganha um achievement! E esse candidato era o único dos três que não merecia estar ali, por um motivo básico: ele nunca travestiu suas opiniões pra ganhar votos. Então a presença dele é mais uma homenagem que qualquer outra coisa. E a vantagem é que você tem N-eas vidas com ele, o que te dá a chance de jogar como você jogaria na vida real: mentir pra ganhar mais votos ou fazer uma longa corrida mantendo as suas opiniões verdadeiras do início até o fim, mesmo que isso signifique ganhar menos votos. Obviamente quem só for jogar 5 minutinhos e falar “heh, que bosta” não vai ter saco de ler até aqui, mas hey, had to get it out of my system!

Finito!

Como eu fiz tudo sozinho (obviamente com ajuda de opiniões e playtests de todos que tão lá nos créditos e outros, mais o Eddy Seabra que me deu umas boas dicas pra deixar a landing page do jogo mais bonitinha), o tempo que eu investi foi um bocado maior que o que se investe num jogo de fim de semana. Sempre se deve tentar fazer o melhor possível dentro do tempo que você tem; o mais difícil é pesar essas duas coisas. Eu cheguei num ponto em que o jogo estava bom-o-suficiente porque 1) já tinha tudo que eu queria passar; 2) era mais divertido do que eu esperava que ficasse e 3) tava na hora de largar o osso e partir pro próximo projeto. Então é isso, embora longe de perfeito, tentei deixar fechadinho e polido dentro do deadline que eu me impus mas, obviamente, ficarei feliz com qualquer sugestão ou bug report que vocês possam colocar aqui nos comentários! Então como sempre, agradeço a todos que jogaram e que leram até aqui. Espero que o jogo e o post sirvam pra pensar uns 5 minutinhos sobre qualquer um dos assuntos, e que tenham sido pelo menos levemente divertidos!

Pra quem quiser, seria de grande ajuda responderem a 4 perguntinhas a respeito do jogo! Nenhuma delas é obrigatória e você não precisa se identificar/dar e-mail nem nada! Basta clicar aqui!

Assim que der, vou fazer alguns posts aqui no blog sobre como usar o Flixel – teve muita coisa boba que eu demorei um bocado pra pegar, então acho que pode ajudar alguém! Pensei até em divulgar o fonte também, mas boy oh boy, depois da semana final em modo XGH, ele virou uma macarronada só que ia atrapalhar mais que ajudar – e a sensação de colocar o código aqui seria a mesma de postar uma foto nu na internet. Sim, nu, na internet. Agora que você está desinteressado no source, fique de olho no twitter pros posts sobre Flash!

Nu. Na internet. Sim.

Nu. Na internet. Sim.

Off I go!

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